Semanas atrás, quando se discutia a escolha do novo presidente do PT, houve quem sugerisse o nome do Lula, que já é presidente de honra do partido. Só ele poderia controlar os diversos grupos em que os companheiros se dividem, bem como refrear os ímpetos fisiológicos de parte das bancadas. O ex-presidente fez que não ouviu a sugestão, nem quis saber do encargo. Afinal, os oito anos de governo foram sufocantes, ele tinha direito a um repouso mais do que merecido.
O problema é que de lá para cá, com a designação de Rui Falcão para presidir o PT, as dificuldades aumentaram. O partido continua julgando-se condômino do poder transferido para Dilma Rousseff, que não pode concordar em submeter-se, muito menos a dividir responsabilidades apenas dela dependentes.
O resultado aí está: nem o Lula quer mais servir de bombeiro para resfriar os companheiros. Adiou uma viagem à Itália, por motivos óbvios, já que seria hostilizado pelos italianos, depois da absolvição de Césare Batistti. Mas estará planejando novas vilegiaturas para escapar da crise. Lá no fundo, porém, muita gente garante estar arrependido. Na presidência do PT um simples murro na mesa enquadraria tudo.
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