RAUL PONT (DIR.), DO PT GAÚCHO, SOLTA NOTA PEDINDO DEMISSÃO IMEDIATA; PAULINHO (ESQ.), DA FORÇA E DO PDT, FAZ O MESMO; SENADORA ANA AMÉLIA, DA BASE ALIADA, ASSINA PEDIDO DE CPI; QUANTO MAIS ESPERA PARA ANUNCIAR A SAÍDA, MAIS DILMA PERDE
O primeiro a se manifestar foi o presidente do PT gaúcho, Raul Pont. "Particularmente, entendo que ele tem que se afastar, para tirar esse tema de dentro do governo. A situação do Palocci não pode contaminar o governo", disse ele, em nota. "É uma denúncia pessoal que ele tem de responder. Se não tem respostas, então que se afaste do governo até que tudo seja investigado e esclarecido", defendeu Pont.
Em seguida, foi a vez do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, que também divulgou uma nota pública sobre o caso. “As tentativas de esclarecimento do ministro da Casa Civil, apenas para cumprir formalidades, não foram suficientes para arrefecer o desgaste a que vem sendo submetido o braço direito da atual presidenta”, diz a nota, que acrescenta: “O povo brasileiro está vendo com ceticismo a defesa apresentada para tais denúncias, e anseia por uma resposta convincente e verdadeira. As evidências de ter praticado atitudes não republicanas que pairam sobre o ministro fazem com que sua credibilidade vá, a cada dia, se deteriorando. O imediato afastamento do ministro só trará benefícios para o país”.
Já a senadora Ana Amélia (PP-RS), que é da base aliada, foi além das palavras. Ela assinou o pedido de CPI para que se investigue o crescimento exponencial do ministro da Casa Civil. Palocci, que declarou patrimônio de R$ 375 mil há quatro anos, mora num imóvel alugado avaliado em R$ 4 milhões e comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões no fim do ano passado. Ele foi também o coordenador da campanha de Dilma à presidência da República.
O tempo contra Dilma
De acordo com a apuração do Brasil 247, a decisão de demitir Antonio Palocci já foi tomada pela presidente Dilma, após consulta a seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva no fim de semana. Ela só não foi anunciada ainda para que Palocci tenha direito a uma saída honrosa. Espera-se uma manifestação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que Palocci ao menos consiga escapar de processos judiciais fora do governo.
Mas quanto mais o tempo passa, pior para Dilma. Sondagens internas do Palácio do Planalto apontam que a popularidade da presidente já é afetada pela demora em demitir Palocci, cuja crise se arrasta há 22 dias. A interferência do ex-presidente Lula na crise também tem prejudicado a imagem de Dilma.
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