quarta-feira, 15 de junho de 2011

Fausto de Sanctis perde mais uma

Fausto de Sanctis perde mais uma
Foto: DIVULGAÇÃO
OUTRA OPERAÇÃO CONDUZIDA PELO JUIZ, A KASPAR, FOI ANULADA PELO STF.

O MOTIVO: PROVAS ILÍCITAS

O Supremo Tribunal Federal anulou, nesta terça-feira (14), a ação penal que pesava contra o gerente do banco suíço UBS Luc Marc Dépensaz. Ele era acusado por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro, na Justiça Federal de São Paulo. A defesa do estrangeiro conseguiu a extensão dos efeitos do HC concedido para o trancamento da ação penal do economista suíço Reto Buzzi.

O processo, conduzido pelo juiz Fausto de Sanctis, o mesmo que sofreu uma derrota recente importante na Operação Satiagraha, foi anulado em resposta a um habeas corpus. Luc Dépensaz era gerente de contas do UBS (Union de Banque Suisses). Foi preso preventivamente em novembro de 2007, após a deflagração da chamada operação Kaspar II, da Polícia Federal. Ele era suspeito de participação em um esquema de crimes financeiros. A prisão do suíço foi revogada em dezembro daquele ano pela Primeira Turma do STF.

Segundo a Polícia Federal, a investigação, que durou um ano e meio, apurou que bancos suíços abriam contas numeradas e codificadas para onde os brasileiros enviavam dinheiro não declarado. Estas contas codificadas dificultariam a identificação dos titulares.

Ainda de acordo com a Polícia, parte dos recursos enviados para a Suíça era usada para o pagamento de fornecedores, no exterior, que subfaturavam as importações. Alguns clientes brasileiros usariam doleiros para o esquema.

A primeira Operação Kaspar aconteceu em abril de 2007, quando a PF prendeu 19 pessoas em São Paulo. As investigações, que tiveram início em setembro de 2006, tinha como objetivo identificar líderes e integrantes de cinco grupos de doleiros que agiriam no mercado negro de câmbio para promover a evasão de divisas do país.

Entre os presos estava o advogado José Eduardo Savóia, acusado de participar de uma quadrilha de doleiros. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça indicariam que a quadrilha recebia informações sobre as operações desencadeadas pela Polícia, permitindo a destruição de possíveis provas das atividades ilícitas.

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