sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A nossa dívida ainda existe

LULA

A serviço dos bancos que os financiam e temem não receberem seus juros pelo mundo a fora, nossos grandes jornais ficam mancheteando as crises financeiras dos Estados Unidos, Grécia, Portugal, Espanha, Itália. E escondem a beira do abismo em que vai caminhando o Brasil.

O Banco Central soltou esta semana (Marcelo Sakate, na “Veja”) o retrato patético da Divida Publica. Lula conseguiu vender ao pais a obscena mentira de que o Brasil “pagou toda a sua divida” e “não deve mais um tostão”. A verdade está nos números do Banco Central. O que houve foi um golpe esperto dos banqueiros associados à corrupção do governo brasileiro.

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DIVIDA

A Divida Publica sempre foi externa, em dólar. Mas os juros externos não passam de 5%. Os banqueiros resolveram (e o governo do PT obedeceu) trocar os 5% dos juros em dolar pelos 12,5 % dos juros em reais da Taxa Selic. E ainda continua uma Divida Externa de mais de 300 bilhões de dólares, garantida pelas Reservas Externas do Brasil que passam dos 300 bilhões de dólares. A Divida Publica (que se chamava Divida Interna) disparou e já chegou aos escandalosos 1 trilhão e 800 bilhões de reais.

É uma escalada criminosa. No ano passado, o Brasil pagou 90 bilhões de reais de juros. Neste ano de 2011, só no primeiro semestre, o Brasil já pagou 120 bilhões de reais. Mesmo assim, a Divida dispara.

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JUROS

Em números redondos, quando Itamar assumiu o governo em 1993, depois de Collor, o Brasil devia pouco mais de 100 bilhões de reais. Itamar passou o governo a Fernando Henrique, em 1995, devendo 150 bilhões. Fernando Henrique entregou a Lula, em 2003, devendo 700 bilhões. E Lula entregou a Dilma, em 2011, devendo 1 trilhão e 700 bilhões. Em seis meses, já está em 1 trilhão e 800 bilhões.

E todo mês economistas de aluguel e os jornalões, nos seus unânimes editorais, começam a dizer que há “pressões inflacionarias”, “inflação de demanda”, “superaquecimento da economia”, tudo preparando a reunião do Copom para mais uma vez serem aumentados os juros. E são aumentados.

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