Carlos Newton
Para se apresentar ao PT como candidato à sucessão presidencial no
lugar de Dilma Rousseff, Lula só precisa de uma boa desculpa. E os
astros estão totalmente a seu favor, porque a posição deles na formação
econômica internacional, combinada com a meteórica passagem de
asteroides financeiros, está interferindo na conjuntura brasileira e
colocando em órbita a candidatura do companheiro-em-chefe.
A inflação ameaça, os juros sobem, o dólar dispara, a Bolsa de
Valores despenca, o superávit primário (para pagamento dos juros da
dívida interna) cai 30% em relação a 2012, o governo de Dilma Rousseff
terá de cortar investimentos do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento). E pior: popularidade de Dilma cai 10%, segundo pesquisas
mandadas fazer pelo Planalto.
Caramba! É justamente isso que Lula está esperando para justificar o
lançamento de seu nome como “salvador do PT e da Pátria”. E não é por
mera coincidência que o Instituto Lula desde o início do ano vem
acelerando a campanha, marca uma palestra atrás da outra em entidades
das classes trabalhadoras e empresariais, em eventos nos quais Lula
sequer cita o nome de Dilma Rousseff, é como se ela não existisse.
CUT APOIA LULA
Ao mesmo tempo, a poderosa CUT (Central Única dos Trabalhadores)
começa a descolar do governo Dilma. Com apoio de dezenas de sindicatos e
federações, acaba de divulgar uma carta-aberta contra a política de
privatizações e está incorporada a um movimento nacional contra a
terceirização no serviço público.
O circo está se armando para Lula chegar perante o PT e aceitar a
candidatura que aparentemente lhe será imposta. Mas só tomará essa
atitude depois de outubro, quando se esgotar o prazo para Dilma Rousseff
mudar de partido e disputar a reeleição.
A vingança é um prato que se come frio e Lula jamais perdoará Dilma
pela perseguição que o Planalto abriu contra Rosemary Noronha, a mulher
que iluminou a vida dele nos últimos 20 anos.
Quem viver, verá. É por isso que Dilma Rousseff está tão
descompensada, come sem parar e já engordou 8 quilos. Realmente, a
situação dela não é nada agradável. Hoje, Dilma é tudo, saiu na revista
Forbes como a segundo mulher mais poderosa do mundo, mas amanhã não será
rigorosamente nada.
Bem, este é o quadro atual, que pode mudar, claro. Mas no caso da
sucessão presidencial, Lula é o senhor de seu destino. E todos vão se
surpreender quando for divulgado o que Lula pretende fazer no terceiro
mandato. Aguardem.
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