quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dilma perde pontos, mas lidera sucessão com 51%

Pedro do Coutto
Pesquisa do Datafolha concluída sexta-feira e publicada na edição de domingo em reportagem da Folha de São Paulo revelou que a aprovação da presidente Dilma Rousseff, que se encontrava na escala de 65%, recuou oito degraus descendo portanto a 57%. Trata-se da faixa amplamente majoritária que considera seu governo entre ótimo e bom. Acham regular 33% e apenas 9 o classificam de ruim e péssimo. A queda, certamente, preocupou o Palácio do Planalto na medida em que pode significar o início de uma sequência negativa. Este é um ponto da questão. Entretanto, dividindo-se a aprovação de 57 pela rejeição de 9, vamos encontrar um coeficiente altamente favorável à presidente da República.
Os leitores vão naturalmente perguntar: e os 33% que colocam a administração no patamar de regular simplesmente? Respondo que esses 33% não possuem opinião formada, na realidade abstiveram-se de responder. Em pesquisas de opinião, a meu ver, só valem as afirmações de ponta. Ótimo e bom de um lado, ruim e péssimo de outro. Por isso, para qualificar o coeficiente, acredito que tenha que se dividir o maior pelo menor. O resultado, dependendo dos números, pode ser positivo ou negativo. No caso de Dilma Rousseff, positivo.
Tanto assim que, se as eleições para a sucessão presidencial fossem hoje, ela alcançaria 51% dos votos, vencendo no primeiro turno. O Datafolha relacionou três candidaturas de oposição: Marina Silva 16 pontos; Aécio Neves 14 e Eduardo Campos apenas 6%. Somem 36 pontos. Quatorze por cento não souberam opinar. Normal. A campanha eleitoral,em seu sentido mais amplo, ainda não começou. Deve-se notar também que, nos últimos pleitos, entre 6 a 7% ou votam em branco ou anulam o voto. De qualquer forma, contudo, o Datafolha com o levantamento balizou as possibilidades e perspectivas do quadro para 2014.
Dilma manteve a frente porque as maiores quedas em seu prestígio têm origem entre os que ganham mais de dez salários mínimos e entre os que possuem formação superior. São faixas minoritárias da população. É só consultar o IBGE. Dois terços dos que trabalham ganham até 5 salários mínimos. Quanto mais alta for a renda, maior a resistência e a reação contrária a Dilma. Quanto menor for a renda, maior será sua aprovação. Ela perdeu pontos na sua aprovação, em consequência os índices de regular e péssimo subiram.
Mas as posições de Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos não se alteraram diante de pesquisa anterior do mesmo Datafolha. Aécio é candidato certo, mas Marina Silva depende de conseguir ou não criar seu partido, ou então ingressar no antigo PPS, hoje MD, sigla de Movimento Democrático. E Eduardo Campos? Registrando somente 6% das intenções de voto, com sua exposição nos meios de comunicação, dificilmente concorrerá. Isso porque  seu partido, o PSB, faz parte do atual governo. Não trocará uma posição consolidada que pode se estender por mais quatro anos, para escolher um candidato de oposição cuja candidatura não decolou. Cinquenta e um contra 6 pontos é uma diferença muito grande de vir a ser superada.

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