domingo, 10 de junho de 2012
ERRO DE FATO
Alguns processos judiciais são anulados por erro de fato. Ou as provas produzidas foram ilegais ou os personagens eram outros.
Esta semana estaremos diante de situação parecida. O governador de Brasília, Agnelo Queiroz, irá depor na CPI do Cachoeira, menos porque seu nome apareceu em algumas gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal entre o bicheiro e sua quadrilha, mais porque alguns de seus secretários não podem explicar o envolvimento em contratos de prestação de serviços.
Na realidade, se o governador deve prestar contas, não será à CPI do Cachoeira, mas à população do Distrito Federal. Porque raras vezes se tem visto um desgoverno igual,apesar da farta publicidade distribuída aos meios de comunicação.
Ruas esburacadas há mais de um ano, no centro da capital, deixam de merecer a simples presença de caminhões de asfalto para tapar as crateras. Um trânsito infernal paralisa avenidas onde se estaciona não mais nas filas duplas, mas nas triplas, que se tornaram rotina. Desde a posse de Agnelo que não se encontra um guarda sequer, para ordenar os cruzamentos caóticos.
Nos hospitais públicos e postos de saúde, sofre-se mais do que nas salas de cirurgia. Ainda existem escolas onde a chuva entra e as merendas, não, deixando-se de registrar a falta de professores, como de médicos.
Seqüestros relâmpagos não são mais notícia, para o noticiário local, tantos se sucedem à luz do dia. De noite é pior, o cidadão das cidades satélites e da periferia conforma-se em ficar prisioneiro em sua própria casa, quando ela não é invadida por bandidos.
Por essas e outras é que o governador deveria estar sendo cobrado.
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