terça-feira, 22 de julho de 2014

Nova teoria sobre o Big Bang pode recontar a origem do Universo


Com base no circuito de gravidade quântica, pesquisadores chineses e canadenses estudam dados do Bicep2 para fortalecer a descoberta.
De acordo com dados coletados, em março, do Bicep2 - telescópio localizado na Antártida que visa medir e estudar a polarização da radiação cósmica -, existem evidências de que existiram acontecimentos anteriores ao Big Bang. O estudo foi publicado na revista Physical Review Letters.
A teoria muda a concepção de que o Big Bang seria o ponto inicial do Universo, transformando-a em um colapso derivado de atividades anteriores. Essa teoria já vinha sendo estudada pelo cientista Martin Bojowald, da Universidade Estadual da Pensilvânia desde 2007 e agora foi reforçada pelas novas descobertas.
A teoria é baseada em algo conhecido como ‘gravidade quântica em looping (LGQ)’, que nada mais é que uma maneira de unificar a mecânica quântica e a relatividade, tendo como base a manifestação do efeito gravitacional sobre o Universo. Afirma-se que podemos analisar o Universo como um tecido de malha, formando uma estrutura atômica linear, assim como a matéria. Tomando isso como base, de acordo com o LQG, o Universo poderia se tornar mais ou menos denso, em uma espécie de cadeia. Portanto, um colapso seria o natural, se ele se expandisse naturalmente ao atingir um determinado tamanho. Esse processo, conhecido como ‘inflação’, foi justamente a evidência encontrada pelo Bicep2.
Com base na descoberta, o Big Bang não seria da mesma forma que o conhecemos, como se o Universo houvesse começado como uma singularidade, e sim, como se antes do acontecimento em questão, tivesse acontecido a contração do Universo até chegar em seu menor tamanho possível, e, logo em seguida, uma grande expansão. Para chegar nessa análise, foi preciso detectar o que aconteceu no primeiro bilionésimo de trilionésimo de trilionésimo de trilionésimo de segundo após o Big Bang, que seria o exato momento da inflação cósmica.
Essa inflação cósmica intensa criaria ondulações no espaço-tempo conhecidas como ‘ondas gravitacionais’, essenciais para se descobrir a origem do Universo.
Honestamente, é inacreditável”, disse o Professor Peter Ade, que ajudou a construir o instrumento que detectou as ondas, em entrevista ao Daily Mail. Apesar do entusiasmo do cientista, ele prega cautela, já que ainda se trata de uma teoria. Os cientistas continuarão estudando as descobertas do Bicep2 e de outros telescópios para comprovar ou não essa nova explicação da origem do Universo.

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