Aproximam-se as eleições e o eleitor consciente deve valorizar o seu voto não votando em candidatos com FICHA SUJA. O projeto denominado "FICHA SUJA", com mais de um milhão e seiscentas mil assinaturas, em todo o Brasil, na campanha contra a corrupção na política, merece ser respeitado.
Partidos políticos, que apresentam candidatos com "FICHA SUJA" não merecem credibilidade.
Há candidatos com "FICHA SUJA", que se dizem inocentes. É natural que não tenham a coragem de dizer que são corruptos. Mas há processos contra eles. Se porventura, não foram tirados da lista como candidatos, o eleitor consciente deve alijá-lo, com seu voto, nele não votando.
A iniciativa popular "FICHA LIMPA" foi aprovada no Congresso Nacional com a Lei 9840 contra a corrupção eleitoral, também com a aprovação de deputados e senadores corruptos.
A sua aplicação requer contínua e atenta vigilância de todos, dizem os Bispos do Brasil, em Assembleia em Brasília, por ocasião do Congresso Eucarístico Nacional, para que não continue a praga de compra de votos por aqueles que percorrem todos os lugares prometendo favores aos menos avisados.
É compra e venda de votos. Esperamos, dizem os Bispos, que a Lei "FICHA LIMPA" seja um instrumento a mais para sanar o grave problema da corrupção na vida política brasileira.
Permanecem oportunas as palavras do Papa João Paulo II: "A Igreja encara com simpatia o sistema da Democracia, enquanto assegura a participação dos cidadãos nas opções políticas e garante aos governados a possibilidade de escolher e controlar os próprios governantes; ela não pode, portanto, favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes que usurpam o poder do Estado a favor dos seus interesses particulares ou de objetivos ideológicos" (Centesimus Annus, 46).
Urge, pois, uma profunda reforma política ¿ sempre prometida mas nunca realizada, como agora afirmam os candidatos às próximas eleições ¿ reforma que seja iluminada por critérios éticos, com a participação das diversas instâncias da sociedade civil organizada, fortalecendo a democracia direta com a indispensável regulamentação do Art. 14 da Constituição Federal, relativo a plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei.
A Reforma Política "precisa atingir o âmago da estrutura do poder e a forma de exercê-lo, tendo como critério básico inspirador, a participação popular. Trata-se de reaproximar o poder e colocá-lo ao alcance da influência viável e eficaz da cidadania" (Doc. da CNBB, 101).
O que desejamos é que seja usada, nas próximas eleições, através do voto ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania, superando possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, contra o aborto, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.
Examinar a vida dos candidatos e, se corruptos, não se igualar a eles, neles votando: quem vota em corrupto é, também, corrupto. Chegou a hora de examinar bem a FICHA SUJA dos candidatos e votar nos que, realmente, têm a FICHA LIMPA.
Dom Jaime Luiz Coelho
1º arcebispo de Maringá
Fonte: Odiario
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