Carlos Chagas
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Petistas mais jovens, em especial os de primeiro mandato, defendem que depois de oito anos do Lula, e agora pelo menos quatro de Dilma, a oportunidade é para mudanças de rumo. Estreitar o espaço neoliberal mantido pelo antecessor e reconhecido pela sucessora. Combater a miséria é louvável, mas precisa ser com direitos sociais ampliados, acima e além do assistencialismo. Desde que assumiu o poder, o PT acomodou-se ao figurino que combateu quando de sua fundação.
Lembram os inconformados com o atual perfil do partido que no Primeiro Congresso, um ano após a fundação do PT, o Lula pregou a posse dos meios de produção para os trabalhadores, bem como o aproveitamento, por eles, dos frutos de seu trabalho. Hoje, prevalece a acomodação diante do modelo perverso imposto pelas elites, sem que se ouça o governo pregar a participação dos empregados no lucro das empresas, a cogestão, o imposto sobre grandes fortunas e a taxação do capital especulativo. Dos sindicatos até os bancos, a trajetória petista nega suas origens. Resta saber se esse esforço levará a algum lugar.
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