sexta-feira, 27 de maio de 2011

Em menos de seis meses

Helio Fernandes

Dona Dilma se transformou em Inês de Castro, que foi (rainha) sem nunca ter sido. Está resolvida a sucessão de 2014, mas ela pode ficar até lá, demitindo o corrupto Palocci.
Imaginavam muita coisa, especulavam se Dona Dilma seria a sucessora de si mesma em 2014 ou se Lula voltaria a ser eleito. As duas hipóteses eram examinadas, pesadas, analisadas. E como Dona Dilma foi escolhida, imposta, eleita e empossada por Lula, não seria surpreendente que reivindicasse (leia: exigisse) o lugar que era dele.
Mas substituir a presidente que ele mesmo elegeu, antes de completados 6 meses, é espantoso, assombroso e até perigoso. Convenhamos, a culpa é da própria Dilma, que abriu as portas da fortaleza para a invasão.
O artífice da crise foi o corrupto Palocci, que “protegido” por Dona Dilma, acabou por sepultá-la, isolá-la politicamente e comprometer seu futuro e sua carreira. Agora, a saída de Dilma é demitir o Chefe da Casa Civil, se firmar e mostrar ao país: “Lula é meu amigo, mas quem manda no Planalto sou eu”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário